terça-feira, 14 de junho de 2016

“Anjas - Poema V”


“Anjas - Poema V” 
Mais um poema dos meus “passos em volta” das “Anjas”, soberbos desenhos do escultor Francisco Simões.

Um abraço reconhecido ao Francisco.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

“Anjas - Poema IV”

"Anjas-Poema IV"
Mais um poema dos meus "passos em volta" das "Anjas" do escultor Francisco Simões.
Um abraço reconhecido ao Francisco.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Anjas - Poema terceiro


Para mais um desenho da soberba colecção "Anjas", do escultor Francisco Simões, aqui vos deixo: Anjas - Poema terceiro"

Um abraço agradecido ao Francisco.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Anjas - Poema segundo

Depois de escrever um poema (que seria, em principio, único) acerca de um dos desenhos que integram a série de notáveis originais “Anjas”, do escultor Francisco Simões, não resisti a retomar o tema e a dar-lhe continuidade de forma alargada. Desta forma e ao jeito de “passos em volta de...”, propus-me o atrevimento de escrever doze poemas para doze dos seus desenhos. Aqui vos deixo o  “Anjas - poema segundo”.
Repito o que na primeira publicação escrevi:  Encontro nestas “Anjas”, na sua estética, na exuberância contida do traço simples, seguro e duma extrema elegância, um encantamento tal que, em cada uma vejo — mais que uma inquestionável e admirável homenagem à mulher,  uma grande homenagem a cada uma das nossas “Anjas”. Mesmo aquelas que só vemos voando pelos sonhos distantes dos nossos sonhos.

Um abraço reconhecido ao Francisco.


sábado, 28 de maio de 2016

Chafurdai no vinte e oito

Chafurdai no vinte e oito
(28 de Maio, ta renego, Satanás!)



Galhofai hoje, ó saudosistas,
direitólas, láparos e barbasolas,
ex-pides, bandalhos da Legião,
nascidos sem mãe, sem pai, sem coito,
carrascos, cabrões, fascistóides,
saudosistas do vinte e oito
do Maio e da revolução,
do Império inteiro a naufragar,
do Deus, da pátria, família,
da ditadura, do botas, Salazar.

Galhofai hoje, saudosistas,
gozai plenas neste dia, a saudade e a paixão,
chafurdai no vinte e oito uns com os outros,
com os muitos que por aí ainda estão...


António F. Martins




sexta-feira, 27 de maio de 2016

Não glifosatarás!

Contra esse perigosíssimo químico que é o glifosato, aqui vos deixo, talvez, digamos, de forma “ligeiramente” patética... (mas não apatetada) o meu contributo de vigoroso protesto. Claro que, a brincar a brincar é mesmo para levar a sério...




 Não glifosatarás


 Ó miserável glifosato,
ó sombrio e tenebroso assassino
dos pequenos habitantes das ervas,
os inofensivos infestantes, as malinas
e os campestres parasitas.
Ó tentador néctar mortal, definitivo,
que me embebedas — cego e insensível,
o trigo e o joio, o cardo, a cavalinha,
a Polygonaceae japonesa, a urtiga,
o panasco, o senécio, a ançarinha.

Ó miserável glifosato,
ó sombrio assassino de Monsanto
(Onde agora, dizem, já não se plantam meninas,
nem por ali se vê já crescer o pepino e o marmelo)
Ó tu que me atormentas a horta e o montado,
o regadio e o sequeiro, em todo o lado.

Vou deixar-te de vez, glifosato
e, de novo, dobrado ou de joelhos,
vou cuidar  com as próprias mãos
que nasçam sãos os grelos e tomates por aqui.



António F. Martins

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Anjas- Poema primeiro

O enorme encanto que me provocam as “Anjas” do escultor Francisco Simões, levaram-me ao atrevimento (para não dizer “lata”...) de lhe pedir que me autorizasse a usar um desses fascinantes desenhos para ilustrar um poema que acerca delas resolvi escrever. A resposta foi tão pronta e generosa que talvez me dê balanço para repetir a façanha. É que que os desenhos são tantos e todos tão bons e tão e tão bonitos... Encontro nestas “Anjas”, na sua estética, na exuberância contida do traço simples, seguro e duma extrema elegância, um encantamento tal que, em cada uma vejo, mais que uma inquestionável e admirável homenagem à mulher,  uma grande homenagem a cada uma das nossas “Anjas”. Mesmo aquelas que só vemos voando pelos sonhos distantes dos nossos sonhos.

Um abraço reconhecido ao Francisco.